Usar ou não usar o capacete, eis a questão

Polêmica do capacete ainda segue viva nas discussões de cicloativistas.

A discussão sobre a importância do capacete na segurança do ciclista vem sendo discutida há mais de 30 anos na Europa, e há menos no tempo no Brasil. Mas parece que por lá chegaram em um consenso: eles não são tão importantes assim! Isto pode ser notado em países do Velho Continente onde a bicicleta tem altos índices de adesão, como Holanda, Inglaterra e Dinamarca. Lá o uso de capacete é baixíssimo e se soma, por incrível que pareça, a campanhas contra o uso desses acessórios de proteção. 

Este conteúdo não busca desestimular o uso do capacete, mas sim mostrar estudos e opiniões de ciclistas e associações que discordam da premissa: “capacete salva vidas”. Aqui no Brasil a polêmica do capacete também divide opiniões, sendo um pouco maior o lado que não defende a obrigatoriedade do uso.

Para muitas instituições europeias, como é o caso da British Cycling, leis obrigatórias para o uso do capacete acaba por reduzir o número de ciclistas nas ruas e propagar o medo de que as bicicletas são perigosos. Também consideram que os capacetes não são efetivos em acidentes. 

Em artigo publicado pela instituição, o consultor de políticas públicas para o ciclismo no Reino Unido, Chris Boardman, também acrescentou que os países com o maior uso de equipamentos de segurança são os mais perigosos para os ciclistas.

Além disso, na ocasião Boardman indicou que, como a maioria dos acidentes de bikes envolve colisão com automóveis, o capacete seria ineficiente. Já a Federação Europeia de Ciclistas (EFC) se posiciona contra leis que obrigam o uso do acessório.

Uma das justificativas se pautam em estudo do Departamento de Trânsito francês que indica que pedestres e motoristas estão mais propensos a acidentes na cabeça do que os ciclistas. A pesquisa indicam que pilotos de moto são os mais sucetíveis; seguidos de motoristas e pedestres. Mesmo assim, crianças de até 12 anos são obrigadas a usar capacete no país.

No Código Brasileira de Trânsito (CBT), assim como em diversos países europeus, o capacete não é um instrumento obrigatório na hora de pedalar, e assim desejam boa parte das associações de ciclismo no Brasil. A União de Ciclistas do Brasil (UCB) informa que, mesmo respeitando a decisão de usar ou não usar, acredita que colocar a falta de capacete como um impeditivo desestimula o uso da bike, já que a peça tem um valor agregado alto em contraponto à sua eficácia.

Outro ponto que a UCB salienta para não obrigação é o caso da Austrália, que votou pela obrigatoriedade do acessório na década de 1990 e viu o número de ciclistas cair em razão da restrição

A questão do uso obrigatório do capacete segue um tabu entre os cicloativistas do mundo, mesmo pendendo mais para o lado da não obrigação. Estes defendem que os acidentes com bicicletas são muito mais evitáveis com políticas de educação no trânsito e construção de ciclovias e ciclofaixas. E você, ciclista, qual seu lado nesse debate?

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