Segregadas no modelo de transporte de Porto Alegre, bicicletas são exemplos no mundo

No planejamento urbano de Porto Alegre ainda falta muito para as bicicletas terem o devido destaque. Omar Alpizar/Unsplash

Pensar em planejamento urbano e em modelos de transportes que terão destaque no Brasil daqui para frente requer variáveis que vão além dos modais. Por exemplo, é fundamental levar
em conta os prejuízos ambientais causados na queima de combustível fóssil; a
qualidade do nosso ar; o alto nível de carbono que respiramos diariamente, e assim
vai.

No último final de semana (08/03), o jornal Zero Hora publicou a reportagem “Em busca do passageiro”, que aborda o presente e o futuro da modalidade porto-alegrense. O texto destrincha os modelos de transporte de Porto Alegre e  traça possíveis planos para o futuro. As bicicletas, no entanto, ficam como plano de fundo.

A queda no número de passageiros de ônibus, lotações e táxis, que passam a migrar para aplicativos de transporte, como Uber e 99Pop tem destaque muito maior na reportagem do
Grupo RBS. Embora sejam expostos os benefícios das ciclovias no planejamento
urbano, com uma crescente de ciclistas nos trechos onde há faixas exclusivas –
cresceu 55% em alguns trechos – as bicicletas são atores coadjuvantes entre os
modais.

Tratadas como modal de integração entre transportes coletivos, as bicicletas têm muito mais a oferecer no planejamento urbano de Porto Alegre. A matéria completa você encontra no site da GaúchaZH . Para provar, aqui vão exemplos de outras cidades que priorizaram o pedal e as duas rodas.

Paris

Com a redução no número de carros, Paris vê uma crescente de ciclistas. Norbu Gyachung/ Unsplash

Paris tem investido pesado no fomento às bicicletas nos últimos cinco anos. Em 2014,
elas representavam 5% do trafego na cidade. Em 2020, a expectativa é chegar aos
15%. Paris atualmente é a oitava de uma lista de cidades que preferem a
bicicleta, em comparação com 2015, quando ocupava o 17º lugar.

Cada dia que passa as vias da cidade restringe acesso para automóveis e abrem para bicicletas. Elas também permitiram uma nova forma de ‘turistar’ na Capital francesa. A cidade registrou
uma queda abrupta dos carros particulares, de 60% dos domicílios em 2001, a 35%
hoje.

Amsterdã

Em Amsterdã há mais bicicletas do que pessoas. Halanna Halila/Unsplash

Na Capital da Holanda mais da metade da população (58%) utiliza as bikes como meio transporte diário. Inclusive, a média de bicicletas por habitante é superior a um. Ou seja, há
mais bikes do que pessoas em Amsterdã. Isto acontece devido ao plano de
mobilidade da cidade, que dá prioridade para pedestres e ciclistas.

Londres

Média de ciclistas em Londres é maior do que média em toda Inglaterra. Joe Dunckley/Getty Images

Londres mudou da água para o vinho seu plano de mobilidade urbana na última década. Com sua população de ciclistas aumentando potencialmente, a cidade investiu em mobilidade urbana
voltada ao transporte ativo e hoje galga um importante posto no ranking de cidades amigas dos ciclistas. Diferente da Inglaterra em geral, que sofre queda no modal, têm crescido o número de bicicletas em Londres em razão das ciclovias seguras e também a ligação dos trechos ao centro da cidade.

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