Qual o papel das bikes na recuperação da economia após a Covid-19?

O futuro parece um borrão nebuloso nessa Covid-19. Não sabemos quando poderemos voltar ao rumo cotidiano das coisas, muito menos que cidade nos espera num mundo pós-pandêmico – e mais que isso, como será nossa relação com a metrópole. Mas com certeza, não será a mesma.

O distanciamento social já mudou muita coisa: os níveis de CO2 na Itália caíram 40% desde março. Em Wuhan, origem do vírus, os níveis de dióxido de nitrogênio foram de 10% a 30% mais baixos em relação aos índices antes da pandemia, segundo a NASA. O céu está mais limpo, os engarrafamentos quase evaporaram e nunca nos preocupamos tanto com a saúde como agora – a busca por no Google por “atividades físicas” cresceram cerca 950% nos últimos meses.

De outro lado, muitos negócios estão fechando, pessoas perdendo seus empregos, crise sanitária e a incerteza de quando a economia voltará ao “normal” – além, é claro, das centenas de milhares de mortes ao longo do globo. Esta é uma equação complexa, cheia de variantes, mas trazemos aqui algumas informações para mostrar como as bicicletas poderão ontribuir para levantar a economia quando o vírus for embora.

Para o primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, quando o coronavírus passar, será “a era de ouro” para o ciclismo. Na próxima semana vai ser anunciado um pacote de medidas de incetivo às bikes nas cidades britânicas, segundo coletiva dada nesta terça-feira (06/05).

SE LOCOMOVER DE BICICLETA AJUDA A FOMENTAR NEGÓCIOS LOCAIS:

Divulgação

Diversas pesquisas indicam como as lojas qua ficam próximas de ciclovias têm mais circulação em detrimento de outras. Isto acontece por que o ciclista tem acesso direto à rua e circula ativamente pela cidade.

Segundo estudo da Universidade de Birminghan, cidades que privilegiam ciclovias e infraestrutura cicloviária tem aumento de faturamento no comércio local. Em Nova York chega a crescer 49%, revelou o estudo.

A pesquisa também indica que uma cidade compacta otimizada para caminhadas e ciclismo pode ter uma “densidade de varejo” (gasto por metro quadrado) 2,5 vezes mais alto que um centro urbano típico.

Milão é uma das cidades que já estão investindo em ciclistas e pedestres para levantar a economia da cidade.

ATÉ 2022 TEREMOS MUITO MAIS CICLISTAS

Um levantamento da Deloitte do início do ano indica que as cidades terão o dobro de ciclistas nós próximos dois anos. Já a previsão do Fórum Mundial Econômico é que nos próximos dois anos as vendas de bikes cresçam mais de US$ 20 bilhões de dólares. Estes dados ainda não consideravam o impacto do coronavírus, que já está mundando nossa relação com as cidades.

Também cresce de maneira exponecial as entregas por aplicativo, ainda mais agora, o que incentiva a colocar a bicicleta com modal de transporte essencial. O futuro da mobilidade não pode ser de engarrafamentos e buzinadas, de gás carbônico e stress no trânsito. Temos que buscar novos modelos, prezar pela sustentabilidade e por um deslocamento humanizado. Como você quer sua cidade quando tudo isso passar?

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